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30.5.15

Gravlax


Às vezes quando estou só repito o cardápio do almoço ao jantar. Acontece com sushi, ceviche, atum, alimentos que não podem esperar. Decididamente não sei comprar e cozinhar para um ou dois.
Trouxe 2 kgs de salmão do meu fornecedor de peixe fresco. Em casa cortei as pontas em dois pedaços com 800 g que destinei a sushi. O resto foi utilizado para este gravlax colorido. O sabor da beterraba é suave mas a cor que lhe imprime é vibrante. 
A autora Diana Henry sugere-o para uma mesa grande e festiva, mas só depois de o preparar li essa parte. Foi um teste para o próximo Natal ;-)

Serve cerca de 14
1,2 kg de salmão com pele
6 colheres de sopa de vodka
125 g de açúcar granulado
100 g flor de sal
2 c. de sopa de pimenta preta moída 
1 ramo grande de aneto[endro], picado grosseiramente
400g de beterraba crua ralada


Esfregue a mão ao longo do salmão para verificar se tem espinhas. Remova-as com uma pinça. Corte a peça de salmão a meio do comprimento. Não remova a pele.
Forre o fundo de um tabuleiro de ir ao forno com folha de alumínio sem cortá-la e coloque uma das metades do peixe em cima com a pele virada para baixo. Esfregue com metade do vodka. 
Numa taça misture o açúcar, o sal, a pimenta, o endro, a beterraba e espalhe sobre o salmão. Deite o resto do vodka por cima e coloque a outra metade do salmão, com a pele virada para cima. Desenrole a folha envolvendo toda a superfície do peixe, feche e coloque pesos em cima [coloquei um tabuleiro menor com batatas e latas de tomate]. Leve ao frigorifico deixando curar de dois a 4 dias, virando várias vezes e descartando o líquido que vai aparecendo.
No final retire a folha de aluminio e limpe as duas metades do peixe da cura. Para servir corte com uma boa faca inclinada em fatias finas até à pele, apenas o que precisar. O resto guarde envolto em película durante uma semana.

Beetroot-cured gravlax
Serves about 14
1,2 kg tall piece of salmon in two halves, filleted but skin left on
6 tbsp vodka
125 g granulated sugar
100g sea salt flakes
2 tbsp coarsely ground black pepper
large bunch of dill, roughly chopped
400g raw beetroot, grated


Check the salmon for any bones your fishmonger might have missed (rubbing your hand along the flesh is the best way to find them). Remove any you find with tweezers.
Line a dish, big enough to hold the salmon, with a double layer of foil (I usually use a roasting tin). Put one of the pieces of salmon, skin down, on top. Rub it with half the vodka. Mix the sugar, salt, pepper, dill and beetroot together and spread it over the salmon. Pour on the rest of the vodka and put the other piece of salmon (skin up) on top. Pull the foil up round the fish, then put some weights on top (such as cans, jars or a heavy chopping board). Refrigerate and leave to cure for two to four days, turning ever so often. Liquid will seep out of the salmon in this time: just pour it off.
Remove the foil and scrape the cure off both pieces of fish. To serve, slice as you would smoked salmon (leave the skin behind). Use as needed and keep, wrapped, in the refrigerator for a week.

24.12.13

Red velvet cookies


Antes das férias habituais, assinalo a data com os Red velvet chocolate crackle cookies da Donna Hay, oferecidos a amigos mas que ficarão muito bem na mesa de natal. Usando um bom chocolate negro consegue-se um resultado excelente e repetirei sem o festivo corante. 
Esta quadra trouxe-me o Tiago e a Rita e estou imensamente agradecida por isso :)
Desejo-vos um feliz Natal em harmonia familiar e que o ano novo chegue pleno de boas mudanças.

Ingredientes para 38 unid
100 g de manteiga sem sal, amolecida
1 1/2 chávena[ 260 g] açúcar mascavado
1 c. chá de extracto de baunilha
2 ovos
100 g de chocolate negro, derretido
1 1/4 chávena [185g ] de farinha de trigo peneirada
2 c. chá de fermento para bolos
1/4 chávena [25 g] de cacau peneirado
1 1/2 c de sopa de corante gel vermelho 
200 g de chocolate negro, picado grosseiramente
1/4 [55g] chávena de açúcar branco
1/4 [40 g] chávena de açúcar de confeiteiro

Ingredients
100 g unsalted butter, softened
1 1/2 cups[260 g] brown sugar
1 teaspoon vanilla extract
2 eggs
100 g dark chocolate, melted
1 1/4 cups [185 g] plain [all purpose] flour, sifted
2 teaspoons baking powder, sifted
1/4 cup [25g] cocoa sifted
1 1/2 tablespoons red food colouring
200 g dark chocolate, extra, roughly chopped
1/4 cup [55 g] white sugar
1/4 cup [40 g] icing sugar, sifted

Numa batedeira coloque a manteiga, o açúcar e a baunilha e misture por 3-5 minutos até ficar homogénea. Adicione os ovos um a um e bata mais 2 minutos até obter um creme volumoso. Junte o chocolate derretido e misture.
Adicione a farinha, fermento, cacau e gel corante e misture. Envolva o chocolate picado na massa e refrigere por 1 hora.
Pré aqueça o forno a 180ºC. Faça rolar colheres de sopa de massa pelo açúcar branco, molde pequenas bolas e passe no açúcar de confeiteiro para revestir. Coloque num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal untado, deixando espaço entre elas. Asse as bolachas por 12-14 minutos ou até a superfície rachar [o centro deve estar macio e as bordas crocantes]. Deixe arrefecer no tabuleiro. 

Place the butter, brown sugar and vanilla in a electric mixer and beat for 3-5 minutes or until well combined.
Add the eggs, one at a time, beating well after each addition, and beat for 1-2 minutes or until pale and creamy. Add the melted chocolate and beat well until combined.
Add the flour, baking powder, cocoa and food colouring and beat until a smooth dough forms. Fold through the extra chocolate and refrigerate the dough for 1 hour or until firm.
Preheat oven to 180ºC [350ºF]. Roll tablespoons of the dough into the white sugar, shape them into balls and toss in the icing sugar to coat. Place on baking trays lined with non-sticky baking paper, allowing room to spread. Bake the cookies for 12-14 minutes or until the surfaces crack and the edges are crispy [the centre of the cookies will still be soft]. Allow to cool completely on trays. Makes 38.

17.12.13

Sweet Sampa

Colecção de Natal 2013 da Anacravo, caixa com beijinhos da alegria, bolinho da amizade, bombons e panetone da paz
Num sábado de Novembro participei com o André no Sweet Flavor Tour de São Paulo. Durante 3 horas a Paulinha e o Eduardo guiaram, animaram e saciaram a nossa gula pelas ruas do bairro Jardins,  não  esquecendo o Kiu responsável pela hidratação. 
Com paragem e degustação em seis locais conhecidos por especialidades bem docinhas, o passeio leva-nos a pensar no Natal e em sugestões que irão ao encontro das "delicatessen" para os amigos gourmets.
Sorvetes de limão e chocolate negro
O ponto de encontro foi no Diletto. A história que contam da origem da empresa na Itália dos anos 20, onde o sr Vittorio Scabin fazia sorvetes artesanais com gelo e frutas frescas que ganharam fama é pura invenção.Uma estratégia de marketing desonesta que engana os consumidores. 
De seguida visitamos O chocolat du jour. Já com a decoração de Natal a loja impressiona pelo requinte no aspecto dos chocolates e das embalagens cuidadas.
Bombons de chocolate belga e colecção de Natal da Anacravo
Seguimos para a Livraria gourmet, onde as duas Anas da Anacravo, Adriana e Silvana nos esperavam. 
A Anacravo, doçaria afetiva produz beijinhos de forma artesanal. Mas não um beijinho qualquer, além da busca por matéria prima de excelência, foi reinventado com sabores exóticos do Brasil, o seu interior traz a surpresa de um recheio e as combinações são sublimes. 
Panetone da paz e Beijinhos da alegria


Da sua colecção de Natal 2013, cujo lema simbolizado pelo beija-flor "espalhe afeto com beijinhos", fazem parte bombons de chocolate belga no formato de beijo, um pequeno panetone recheado com cereja do norte [grumixama], um bolinho da amizade com castanha de Pará, além dos beijinhos de amburana. 
A Anacravo não tem loja física, apenas pontos de retirada de encomendas, que podem ser feitas por email [contato@anacravo.com.br] ou pelo telefone [11 95199-2085] e também faz entregas. 
Adoro este projecto que vi nascer e crescer pela paixão e determinação de duas amigas e não resisti a uma deliciosa cesta de Natal :)

A quarta paragem deu-se no Fina Nata uma boutique mignon de bem casado, o famoso doce de origem portuguesa que nesta casa  é tratado como uma jóia. Repleta de pequenos pormenores na decoração, o cliente tem à escolha uma diversidade de embalagens que faz deste doce um presente muito desejado. 

A novidade é a introdução de combinações inusitadas e o desvincular do conceito de doce de casamento.
Quase a terminar paramos na Conti Confetteria, com amêndoas tradicionais e sabores variados, como whiskey ou rosas.Todos os produtos são importados de Itália, desde os comestíveis até aos laços de embalagem. Achei curioso a valorização das amêndoas aqui já que as tradicionais se vendem em supermercados no meu país.


E terminamos em beleza no Rock candy, uma boutique de balas onde é possível assistir ao fabrico. Uma alegria contagiante atrás do balcão, de quem trabalha com gosto é o que se respira. Isso aliado ao colorido deste reino encantado aberto em 2012,  já faz as delícias de pequenos e graúdos.

11.1.13

Feliz 2013

Cookies criadas pelas mãos mágicas da minha amiga Carlota :) 


Pela ausência de elementos da família e do frio habitual que convida à comida, a quadra natalícia foi estranhamente sentida e diferente. A ementa também não foi convencional, na mesa da noite de Natal houve polvo à lagareiro e no dia picanha em massa folhada.  A aprazível companhia de uma amiga veio alegrar as nossas vidas e juntos exploramos a cidade e comemoramos o seu aniversário com o bolo do post anterior


Depois partimos de férias para Búzios onde festejamos outro aniversário [desta vez o meu] e no dia 31 rumamos à cidade maravilhosa para a noite do reveillon. 


Com a temperatura muito perto dos 40ªC, assistimos ao último pôr do sol em Ipanema e na virada do ano ao famoso fogo de artíficio no mar de Copacabana [nós e os outros 2 milhões]. A seguir cumprimos o ritual de Iemanjá: vestidos de branco pulamos as sete ondas e pousamos cada desejo em forma de flor no mar, tudo finalizado com um mergulho.












Dias diferentes mas bem preenchidos [com muitos sucos, quindins, brigadeiros, água de côco e gelados] partilhados por pessoas queridas que os tornaram inesquecíveis.

Em breve voltarei com receitas, hoje vim desejar um bom ano aos leitores do Sabores de Canela, em especial aos do meu país pela conjuntura actual. Que a insanidade que o governa termine, para que 2013 seja um ano muito melhor para todos.

18.12.12

Black forest cake

A obrigação de transportá-lo no carro alterou o projecto inicial de um bolo para verrines. Estas além da portabilidade são uma opção de glamour para a mesa de Natal. Na sexta farei o bolo para o aniversário de uma amiga que vem a caminho, e colocarei aqui a foto.  
Alterei uma receita [ingredientes, quantidades e preparação] do "365 reasons to seat down to eat" e adaptei-a à Thermomix.


Ingredientes para a massa
200 g de chocolate negro de boa qualidade [usei 85% da Amma] 
100 g de manteiga
6 ovos separados
150 g de açúcar
4 colheres de sopa de maizena [amido de milho]

Calda
100 g de açúcar
50 ml de kirsch [usei rum anejo ]
150 g de água

Recheio e cobertura
400 ml de natas frescas
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de aroma de baunilha
300 g de cerejas descaroçadas

Para a decoração
Cerejas escolhidas com pé
100 g de chocolate negro ( usei o mesmo descrito acima)

Preparação prévia
Unte uma forma de aro com 20 cm de diâmetro.
Coloque o chocolate na bancada à temperatura ambiente.
Extraia os caroços das cerejas com ajuda de utensílio próprio, separando algumas inteiras e com pé para a cobertura. Coloque as descaroçadas num recipiente polvilhando-as com açúcar e guarde-o no frio fechado.
Ligue o forno a 180ºC.

Thermomix 
Com a borboleta encaixada nas lâminas, bata as natas na velocidade 3 1/2. Quando ficarem firmes junte as 2 colheres de açúcar e a baunilha e bata mais uns segundos para misturar e reserve no frio até à montagem do bolo.
Entretanto prepare as raspas com 100 g de chocolate e com a ajuda do descascador de legumes. Segure o chocolate de lado e raspe-o em toda a superfície da espessura para dentro de uma taça e reserve no frio.
Agora que o recheio e a cobertura estão prontos a utilizar e reservados, inicie a preparação do bolo:
Deite no copo o chocolate em pedaços e dê 2 ou 3 toques de turbo. De seguida triture-o aumentando gradualmente até à velocidade 8 durante 10 segundos. Adicione a manteiga e programe 4 minutos, 50ºC, vel 4. Com a espátula raspe todo o interior para uma taça e reserve.
Encaixe a borboleta e bata as gemas com o açúcar 6 minutos, velocidade 3 1/2. Adicione a farinha e misture por 1 minuto na velocidade 2. Retire a borboleta e junte a mistura de chocolate na velocidade 3 até obter uma massa homogénea e reserve.
Lave o copo e seque-o bem. Coloque as claras com a borboleta encaixada e bata 6 minutos na velocidade 3 1/2. Misture as claras na massa reservada incorporando delicadamente.
Deite a massa na forma untada e leve ao forno por 20 minutos ou até espetar uma faca no centro e sair limpa.
Deixe arrefecer e retire da forma. Divida o bolo em altura duas vezes de modo a obter 3 camadas com a ajuda de uma faca [cortei com este utensilio] 
Faça uma calda fraca com a água, o kirsch e o açúcar restante. 

Montagem do bolo/ verrines : coloque o primeiro disco no prato de bolo, regue com xarope e coloque as cerejas descaroçadas, depois o chantilly, assente outro disco e repita pela ordem anterior. Quando colocar o último disco, cubra-o com chantilly, espalhe a raspa de chocolate e coloque cerejas com pé no centro do bolo.
Para as verrines depois de cortar circulos do diametro da verrine, proceda da mesma forma.
Aproveite os restos do bolo esfarelando e fazendo outra verrine com uma camada de migalhas de bolo em vez do círculo.

Tradicional
Bata as natas em velocidade alta, perto do final junte a baunilha e as 2 colheres de açúcar e reserve no frio até à montagem do bolo.
Entretanto prepare as raspas com 100 g de chocolate e com a ajuda do descascador de legumes. Segure o chocolate de lado e raspe-o em toda a superfície da espessura para dentro de uma taça e reserve no frio.
Agora que o recheio e a cobertura estão prontos a utilizar e reservados, inicie a preparação do bolo:
Derreta 200 g de chocolate com a manteiga em banho-maria.
Numa batedeira fixa bata as gemas com 150 g de açúcar em velocidade alta, até obter um creme volumoso e esbranquiçado. Junte a maizena e bata em velocidade baixa até obter uma mistura homogénea. 
Adicione a mistura de chocolate, bata em velocidade média e reserve.
Bata as claras até ficarem firmes e envolva na massa do bolo.
verta a mistura para a forma e leve ao forno por 20 minutos ou até uma faca espetada no centro sair limpa.
Retire do forno e deixe arrefecer um pouco, desenforme e deixe arrefecer completamente.

Divida o bolo em altura duas vezes de modo a obter 3 discos.
Faça uma calda fraca com a água, o kirsch e o açúcar restante. 

Montagem do bolo/ verrines : coloque o primeiro disco no prato de bolo, regue com xarope e coloque as cerejas descaroçadas, depois o chantilly, assente outro disco e repita pela ordem anterior. Quando colocar o último disco, cubra-o com chantilly, espalhe a raspa de chocolate e coloque cerejas com pé no centro do bolo.
Para as verrines depois de cortar circulos do diametro da verrine, proceda da mesma forma. Aproveite os restos do bolo esfarelando e fazendo outra verrine com uma camada de migalhas de bolo em vez do círculo.

Nota- Metade das quantidades acima rendem 7 verrines [copos de nutela].

13.12.12

Arbóreo doce com fava tonka

...ou simplesmente arroz doce.
Como apreciadora do sabor perfumado e delicado da fava tonka, tenho-lhe dado uso [infusão] em panna cotta, iogurte e pudim. Na sequência experimental e a pensar no cardápio para este Natal tórrido, lembrei-me do arroz doce da minha infância e decidi substituir a canela em pau pela fava tonka e o arroz carolino por arbóreo. Este simples arroz doce renovado já conquistou um espaço na nossa mesa de Natal.
Preparei-o na Thermomix seguindo os passos do modo tradicional, cozendo préviamente o arroz em água e sal.
E finalmente recebi uma boa notícia que me restituiu a serenidade para prosseguir as aventuras culinárias natalícias e receber condignamente as minhas visitas: a nossa mudança foi adiada para Janeiro!

Ingredientes
120 g de arroz arbóreo
680 g de leite gordo
5 gemas
120 g de açúcar
2 cascas de limão
1 fava tonka
canela para polvilhar

Thermomix
Coloque no copo 1,5 litro de água com sal e programe 9 minutos, varoma, velocidade 1. 
Quando terminar deite o arroz no copo e seleccione 3 minutos, varoma, velocidade colher inversa. Com a ajuda do cesto escorra toda a água do copo. Retire o arroz que caíu no cesto e volte a colocá-lo no copo. Adicione o leite no copo quente, a casca de limão, a fava tonka e programe 20 minutos, 90ºC, velocidade colher inversa. Numa tigela misture as gemas com o açúcar e reserve.
Quando terminar adicione um pouco de leite quente na mistura de gemas e mexa, depois verta para o copo e marque mais 10 minutos, 90ºC, velocidade colher inversa.
Retire a fava tonka [lave-a e seque para usar posteriormente ] e as cascas de limão e distribua o arroz doce por taças ou numa travessa. Deixe arrefecer e polvilhe com canela.

Tradicional
Leve ao lume um tacho com água temperada com sal, quando ferver junte o arroz. deixe ferver por 2 minutos e escorra.
Entretanto leve ao lume outro tacho com a casca de limão, a fava tonka e o leite até ferver.Junte o arroz e deixe cozer destapado sobre lume brando até que o grão apresente a consistência desejada. Retire do lume e adicione o açúcar, misture bem e junte as gemas batidas mexendo rápidamente.Coloque sobre o lume e leve a engrossar alguns minutos em lume brando.Retire a fava tonka e a casca de limão, distribua pelas taças e polvilhe com canela em pó. 

26.12.11

Natal 2011


Há muitos anos que passamos o Natal no Porto em casa dos meus sogros e este não foi excepção. 
Na noite de Natal antecedendo a abertura dos presentes é servido o bacalhau cozido com couve e demais acompanhamentos.
No dia 25 marca presença o cabrito assado no forno com batatas e castanhas e perú com dois recheios , sendo o do papo com farofa o mais requisitado.  
Os doces são os habituais: rabanadas, sonhos, jerimuns, pão de ló, bolo rainha, suspiros, arroz doce, bolos e tartes variadas.
Tudo isto é preparado  pela Jú (a minha sogra) com dias de antecedência, o perú por exemplo é injectado com bebida alcoolica e a sua pele  levantada para abrigar mais temperos. 
Eu limito-me a decorar as mesas e sinto-me uma criança numa loja de brinquedos com tudo o que tenho ao meu dispor:)
Nunca publiquei sobre esta quadra, só este ano me decidi ao tomar consciência de que cada vez é mais dificil reunir toda a família. 
Foi um Natal Feliz, espero que o vosso também.

21.12.11

Cookies de alfarroba e amêndoa

"Estas são as receitas que faço com mais carinho. São as favoritas daqueles de quem mais gosto, que sei que irão retribuir com muitos sorrisos e pratos vazios. São os meus tesouros."
São palavras da Susana que abrem o capítulo do livro onde moram estes cookies.

A oportunidade não surgia, mas a sensação deixada nas papilas gravou-os na minha memória.
Reproduzo-os agora mais de um ano passado numa cozinha sem balança, batedeira ou Bimby e a sua autora já com obra publicada.
Nos ingredientes  além do carinho constam produtos nacionais como a amêndoa e a alfarroba e são óptimos para oferecer aos amigos ou partilhar em família.
Desejo um Feliz Natal a todos os leitores do Sabores de Canela.

Ingredientes
120 g de amêndoa inteira sem pele
200 g de farinha para bolos
50 g de farinha de alfarroba
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
160 g de manteiga sem sal 
160 g de açúcar amarelo
1 colher de chá de essência de baunilha
30 g de flocos de aveia(4 colheres de sopa)

Pré aqueça o forno a 180ºC e forre dois tabuleiros com papel vegetal.

Thermomix
Com o copo seco pique grosseiramente a amêndoa com 2 toques de turbo. Reserve.
Coloque as farinhas e o bicarbonato no copo e peneire na velocidade 5, 3 segundos.Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar e a essência de baunilha 2 minutos na velocidade 3. Acrescente a mistura de farinhas e misture 30 segundos, velocidade 6. Envolva a aveia e amêndoa reservada com a espátula.
Com uma colher de gelado molde bolas com a massa e coloque-as espaçadas nos tabuleiros(coloquei a massa no frigorífico 30 minutos e moldei com as mãos).Achate cada bola até obter um disco e leve ao forno a cozer até que o centro esteja consistente, cerca de 8 minutos.A massa estará mole ao sair do forno, deixe arrefecer um pouco e retire-as para uma grelha até ficarem firmes.

Tradicional
Peneire as farinhas e o bicarbonato para uma tigela e reserve. Numa batedeira misture a manteiga com o açúcar e a essência de baunilha até obter um creme homogéneo. Acrescente a mistura de farinhas e misture. Envolva a amêndoa desfeita grosseiramente e a aveia com uma colher de pau.Com uma colher de gelado molde bolas com a massa e coloque-as espaçadas nos tabuleiros (coloquei a massa no frigorífico 30 minutos e moldei com as mãos).Achate cada bola até obter um disco e leve ao forno a cozer até que o centro esteja consistente, cerca de 8 minutos. A massa estará mole ao sair do forno, deixe arrefecer um pouco e retire-as para uma grelha até ficarem firmes.

22.12.10

Muffins de Bravo esmolfo e gengibre

Quando  criança o Natal era uma época pela qual ansiava muito, só ultrapassada pelo inicio das férias de Verão, sinónimo de praia:) 
Como mãe, coube-me recriar a magia para os filhos e fi-lo tão bem que o Tiago acreditou no Pai Natal até aos 7 anos. Lembro-me bem do dia em que  entrou no carro: mãe, o Pai Natal não existe? São vocês que me dão os presentes? E as cartas que  me escreve? E a fruta que eu deixo na lareira quem a come? A fantasia fora desfeita e vi-me em tais apuros para apaziguar tamanha desilusão, que não voltei a cair no mesmo erro com o André.
Os anos passaram e hoje com os filhos adultos e sem os meus pais, o dia de Natal é mais um dos feriados religiosos, que eu não tendo religião respeito.
Mas não gosto de muitas coisas no quotidiano, acentuadas nesta quadra: as obrigações de prendas e de convívio com a frivolidade, as multidões, o trânsito, o consumismo desmedido, as crianças confusas com tanto presente sem saber qual abrir, a ostentação, a comida desperdiçada e também a que se consome em excesso. Um contra-senso nesta sociedade maioritariamente católica, onde existem famílias carenciadas e pessoas sem um tecto como abrigo. Costumo pensar  como o Natal aumenta cruelmente a solidão de quem não tem família.
O que gosto no Natal é observar e sentir a alegria dos reencontros, de irmãos, de primos, de pais e filhos e seria  perfeito se  as famílias acolhessem e aceitassem todos os seus membros apesar das suas diferenças, nesta época de paz.
Mas o melhor do Natal  para mim é servir de  pretexto para  almoços e jantares com amigos que nunca esqueço mas  a correria da vida não  permite os encontros desejados. Até ao final do ano faço os possíveis por revê-los, preenchendo todos os espaços da minha agenda. 
O gingerbread man figurante na foto, criado pela habilidosa  Carlota , é a recordação que guardo de um desses animados jantares, já descrito aqui pela Susana;)
Haverá o dia em que passarei o Natal  em minha casa e farei tudo como num domingo normal: família reunida e quem sabe algum amigo que a não tenha, refeição melhorada , muitas estórias, boa disposição e estes muffins ao lanche com a minha variedade preferida de maçã.
A receita vem do livro Portugal Revisitado  de Chakall. 
Desejo um Feliz Natal para todos!
Ingredientes (para 16 formas de papel)
250 g de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
150 g de açúcar (usei 100 g)
75 g de açúcar mascavado
1 cm de gengibre ralado
150 ml natas
120 ml de óleo (usei 80ml)
1 colher de sopa de mel
2 Ovos
300 g de maçãs Bravo de Esmolfo, descascadas e partidas em pedacinhos.
Preparação
Pré aqueça o forno a 200º C.
Prepare as formas.
Numa taça junte os ingredientes secos: farinha, fermento, açúcares e o gengibre ralado.
Noutra misture os ovos, natas, o óleo e o mel.
Pique a maça num robot, sem ficar desfeita(na Thermomix , velocidade 5, apenas 2 ou 3 segundos)
Adicione os líquidos aos sólidos, junte a maçã e misture mexendo com cuidado.
Distribua a massa pelas formas e leve ao forno 20 minutos a cozer.

19.12.10

Bacalhau com espargos e broa


Ingredientes para 4
300 g de bacalhau cozido desfiado
2 cebolas roxas pequenas picadas
28 espargos médios
200 g de cenoura picada
2 dentes de alho picados
400 g de batatas cortadas em cubos
Broa ralada
Azeite
Sal 
Decoração
Tomate em fatias
Broa torrada recortada em estrela
Preparação
Corte a ponta dos espargos, ate-os e leve a ferver em água com sal, durante 5 minutos. Reserve e quando arrefecerem corte-os em discos de 1 cm de espessura.
Frite as batatas  em cubos pequenos, tempere com sal  e reserve.
Salteie a cebola em azeite até ficar translúcida e junte às batatas fritas.
Pique a cenoura e salteie  em lume brando 5 minutos, adicione  o alho, o bacalhau e coza mais 5 minutos.
Ligue o forno a 180º, forre um tabuleiro com papel vegetal e unte 4 aros de 8 cm. 
Disponha-os no tabuleiro e comece a colocar as camadas por esta ordem: mistura de batatas e cebola,espargos,mistura de bacalhau e cenoura e finalmente cobertura de broa ralada.
Leve a assar por 15 minutos, retire cada aro com uma espátula e coloque-o no prato de servir , remova o aro com cuidado e decore o prato.
Em vez de utilizar os aros, pode montar as camadas num tabuleiro de forno.