A adaptação da nossa cozinha a uma nova cultura, pode potenciar a dificuldade de uma mudança. Demorei a identificar a origem da insatisfação e inquietude sentidas mais vezes do que gostaria. Agora canalizo energias e ideias para solucionar problemas, sem queixas nem desabafos para não me perder. Uma das razões da alegria sentida ao preparar estes bonitos pães de celebração do Sabbath: devolveram-me a paz habitual. Consegui assá-los no forno a gás desgovernado. Desmontei e montei prateleiras para colocá-los a meio. Percebi as diferenças de temperaturas real e marcada, com os crumbles quase queimados do André. A seguir virão cookies, bolos, aos poucos tudo engrena e riscarei o forno dos problemas.
Adoro fazer pão e os festivos são os meus favoritos: pelo prazer de os moldar, pelos sorrisos que provocam à saída do forno e embelezam qualquer mesa.
A receita é deste livro.
Ingredientes para 4 pães
2 1/2 chávenas/xícaras de leite gordo /inteiro [ou água]
8 2/3 chávenas de farinha de trigo
1 1/2 c. sopa de fermento seco biológico
1/2 chávena de mel
1/4 chávena de óleo de canola
4 ovos grandes
1 1/2 c. sopa de sal [coloquei 1]
sementes de sésamo brancas ou de nigella para polvilhar
Numa tigela grande coloque a farinha, fazendo um buraco no centro. Adicione o fermento , algumas gotas de mel e 1/2 chávena de leite morno. Espere 10 minutos para criar "esponja".
Noutra tigela junte o leite morno restante, o mel, o óleo e 3 dos ovos. Mexa bem para incorporar e adicione o sal mexendo mais um pouco.
Gradualmente junte a mistura de líquidos na tigela grande da farinha. Quando ficar difícil misturar, retire para a bancada e amasse até obter uma massa macia e elástica [ fiz na batedeira e tive de acrescentar mais farinha]
Molde uma bola e coloque numa tigela untada com óleo. Tape e deixe repousar até dobrar de volume.
Forre dois tabuleiros de forno com papel manteiga [assei em tabuleiros de silicone]. Coloque a massa na bancada e divida-a em 4 partes iguais, cada uma fará um Challah. Trabalhe uma porção de cada vez, tapando as outras. Divida a porção em 3 iguais e role cada uma delas na bancada até obter cordas com cerca de 30 cm. Alinhe as 3 no tabuleiro e faça as tranças apertando as pontas e dobrando-as para baixo. Repita o processo para os restantes pães, tape e espere 25 minutos ou mais para duplicarem o tamanho.
Entretanto aqueça o forno a 175ºC.
Bata o ovo restante e pincele os pães. Polvilhe com as sementes e leve ao forno por 20 a 30 minutos.


Que pão lindo, adoro o cheiro de pão caseiro pela casa, que pena tenho de não os conseguir fazer tão bonitos!
ResponderEliminarConsegue sim Marisa, com paixão e concentração ;)
EliminarBeijo
Helena, e quanto tempo demoraste a fazer este belíssimo pão? Eu suponho que demoraria talvez uma manhã (ou tarde) inteira e sei que não sairia tão bonito.
ResponderEliminarMas reconheço essa adaptação a uma nova cultura e a adaptação a um forno que não faz o que é suposto...
Beijinhos
Su
EliminarAmassei às 10 da manhã, fui andar na praia enquanto levedava, voltei e moldei-os enquanto os homens faziam churrasco. Durante o almoço levedaram novamente e no final foram para o forno. Sim uma manhã mas fazendo outras coisas, porque o pão permite isso.
Beijo
Que lindos e devem ser deliciosos!
ResponderEliminarBjs
E fofos também!
EliminarFicaram muito bonitos! Problemas com fornos é o pesadelo de qualquer "padeiro"!!!
ResponderEliminarÉ frustrante não é?
EliminarEstão com um aspecto maravilhoso!!!!!
ResponderEliminarBeijinho
food&emotions
http://fefoodemotions.blogspot.pt
Olá Helena
ResponderEliminarTão bonitos ficaram. Também fiz "tranças" da Páscoa no fds mas depois de ver o teu resultado, acho que não tenho coragem de publicar as minhas tão toscas ;)
Gosto cada vez mais dos teus textos.
Um abraço,
Guida
Obrigada Guida. Publica sim, não acredito que sejam toscas ;)
EliminarAbraço
O prazer de fazer pão é quase uma terapia :)
ResponderEliminarFicaram lindos, adoro entrançados! Não conhecia o livro, mas fui espreitar e parece interessante.
Fiquei cá com uma vontade de ir para a cozinha fazer isto! :)
Bj*
É mesmo uma terapia Susana.
EliminarComprei-o no ano passado, despertou-me curiosidade o título e as influências da Chef. Já com ele nas mãos gostei do tipo de receitas e dos ingredientes usados, mas foi a primeira que experimentei.
Beijo
Recomendado por ti, vai para a lista de presentes desejados e leva atestado de qualidade by Helena ;) bj*
EliminarQue apetecíveis!!!
ResponderEliminar:)
EliminarEntão e tu lá ias estar sem domar o teu forno? Isso é que era conversa!
ResponderEliminarMas imagino o teu stress até teres descoberto como funcionava! Eu tenho 2, mas o mais pequeno é o que faz maravilhas! Com o defeito de ser pequeno demais!
E agora a olhar para o Challah que já anda a perseguir-me há uns tempos, é desta que me rendo!! E olha até me saiu um sorriso só de os ver! Imagina se os tivesse a comer!!!
Beijiinhos,
Mena.
O descontentamento não se prende apenas com o forno, como sabes.Mena já pensei nisso, mas não posso andar sempre a comprar fornos e placas cada vez que mudo de casa. Na outra fi-lo e deixei-os lá...
EliminarGostava de dividi-los contigo :)
Faz lá o teu com as seis cordas para eu ver :))
Beijo
Ah Helena, como gosto de uma boa challah! Normalmente moldo-as em caracol, deixo as tranças para os tsoureki
ResponderEliminarE fica bonito. É o mais conhecido, mas existem versões em muitos países da Europa. Como o que mencionas e o Zopf da Suiça, que costumo fazer.
EliminarOlá, Helena!
ResponderEliminarTalvez com o tempo, eu consiga canalizar a energia para resolver os problemas e achar as soluções, sem distribuir mau humor por todo o lado, mas por enquanto, só posso dizer, que todos na família sabem que o melhor é não falar muito comigo, quando estou nesses humores! O que acontece, por exemplo, quando alguma receita me corre mal ;)
Mas fazer pão, especialmente doce, é uma das minhas paixões na cozinha. E apesar de ser um processo demorado, com todos os tempos de descanso, acho que é muito relaxante.
Adorei conhecer este pão judaico, deve ser muito saboroso.
Beijinhos
Olá Gori
EliminarTambém resmungo e falo sózinha.Depois saio da cozinha e vou passear ou fazer algo que goste. Volto sempre com outra visão :)
Beijo
Olá Helena, que pãozinho fantástico! Lindo mesmo! Nunca experimentei fazer entrançado, mas adoro tanto que qualquer dia tenho mesmo que experimentar!
ResponderEliminarNão conhecia o livro, mas gostei bastante da sinopse.
Bjinhos grandes
Experimenta Rute. Tenho a certeza que vais gostar.
EliminarBeijo
Tão lindos! Que delícia ver isto logo pela manhã. Já experimentei o leite de soja e aveia e a tua receita é simplesmente perfeita. Agora faço para mim e para o meu irmão (que vem buscar). O meu marido não bebe. Muito, muito obrigada!
ResponderEliminarCatarina
EliminarEu é que agradeço o teu comentário que me encheu de alegris :)
Beijo
O Homem é uma criatura de hábitos Helena e facilmente adaptável.
ResponderEliminarEu também sou assim. Primeiro tenho de passar pelo período de blasfemar quando as coisas não correm de feição e me deparo com obstáculos que, para mim, em pelno século XXI já não fazem sentido, mas depois, rapidamente me adapto ás novas situações e transformo-as em desafios.
Bom, devaneios à parte, estes teus pães estão lindos, perfeitos e absolutamente tentadores e para uma pãozeira como eu sou, são uma verdadeira tentação!
Beijinhos grandes,
Lia.
Lia
EliminarÉ isso mesmo Lia e confesso-te que também sou fã de pão, não vivo sem ele :)
Beijo
tão lindo os pãezinhos :) aprendi a fazer pão com a minha avó e por aqui só o fazemos no Inverno, por causa do forno a lenha. e a padaria perto de casa é sempre mais rápida para o dia-a-dia. mas não há nada como fazer pão em casa :) beijinho*
ResponderEliminarNaida
EliminarAqui o pão não é bom, tem muitos aditivos. Por isso é tão importante para mim fazê-lo. Também fazia no forno a lenha, na primeira casa onde vivi no Brasil. E esse é muito melhor!
Beijo
És tu e eu com o forno a gás desgovernado. Tenho um desses e não é fácil! Mas tens o dom maravilhoso de dar um toque lindo a tudo, mesmo com um forno manhoso. Os pães ficaram fantásticos :) Beijos
ResponderEliminarObrigada Ameixinha
EliminarBeijo
Eu também adoro fazer pães, Helena. Principalmente pelo prazer que proporcionamos a quem deles degusta.
ResponderEliminarBj,
Lylia
Concordo Lylia e confesso o meu egoísmo. Gosto muito de o moldar ;)
EliminarBeijo
Ok, eu não sou alentejana... mas podia ser. E devo ter cá uma costela! Adoro pão, até mesmo pão sem nada. E este está muito apetitoso. Barrado com uma boa manteiga deve ficar uma delicia.
ResponderEliminarBeijinhos.
:) obrigada Tania.
EliminarBeijo
Ando cheia de vontade de mandar vir esse livro, recomendas?
ResponderEliminarFicou lindo o teu challah, e sim, bem sei o que um forno nos pode aborrecer.
O meu está com 50 graus a mais, e umas vezes porta-se bem, outras nem por isso, hehe. Um beijinho.
Ginja
EliminarPor isso gosto tanto do rigor dos electricos.Ai que saudades do meu em Lisboa! Mas depois desta experiência ficarei expert em fornos ;)
O que é bom para mim, não o é necessáriamente para outros. Por essa razão não recomendo livros. Gosto dele pelos meus critérios de selecção: é de uma chef com maturidade, de outra cultura, gosto dos ingredientes que usa, as receitas são para a família e não as do restaurante, além do título que como já escrevi me suscitou interesse.
Percebi que a quantidade de farinha não estava certa, mas ajustei-a. Os livros do Chakall também têm erros ou omissões e tenho-os porque gosto da sua cozinha. Além do mais se formos experientes isso não é um problema ;) Espero ter ajudado na decisão.
Beijo
Olá!
ResponderEliminarAcho que nem com um forno normal conseguia fazer pães tão bonitos :P
Ainda bem que a tua saga do forno está quase a acabar... pode ser que a partir de agora se deem bem :)
:) Espero bem que sim Avelã
Eliminara Challah e algo muito importante para nosso povo judeu
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