Há algum tempo folheando uma revista de culinária durante uma solitária viagem transatlântica, enveredei numa espiral, nessa fase ainda só, de pensamentos sobre o que nos leva a decidir por em prática uma receita específica.
Concluí no meu caso ser uma regra de três simples factores: ingredientes naturais de preferência da estação promissores de combinaçoes saborosas, o equilíbrio da receita e o aspecto que visualizo mesmo sem imagem.
É certo que também as procuro a partir dum ingrediente em stock ou que trouxe fresco, através do Eat your books, mas quase sempre escolho primeiro a receita e aprovisiono os elementos em falta.
Se não for saudável desisto, estudo a viabilidade de substituir o ingrediente, ou guardo-a para uma ocasião especial se achar que vale mesmo a pena (como o Creme Brulée).
Confesso que a imagem tem muito peso nesta conjuntura, assim se o aspecto final não me agrada, imagino melhorias através de uma perspectiva diferente, um empratamento melhorado ou na composição da foto.
Se não for saudável desisto, estudo a viabilidade de substituir o ingrediente, ou guardo-a para uma ocasião especial se achar que vale mesmo a pena (como o Creme Brulée).
Confesso que a imagem tem muito peso nesta conjuntura, assim se o aspecto final não me agrada, imagino melhorias através de uma perspectiva diferente, um empratamento melhorado ou na composição da foto.
É sobretudo nos livros que procuro receitas, mas também em revistas e no que provo na rua. Porém encontrar algo delicioso fora de casa não é garantia de reprodução, isso só decido quando detalho a composição. Não faço dietas, não conto calorias e como pratos muito calóricos em casa de amigos e família, mas tenho por princípio não os replicar.
Subjacente a estas acções e escolhas está a minha educação alimentar e a pessoa que mais influência teve nela, o meu saudoso pai. Ainda hoje não consigo comer combinações de batatas, arroz, pão na mesma refeição (escolho um e substituo outro por vegetais ou salada), nem açúcar com fruta, porque esta já o contêm, procuro o que é biológico e tento diversificar ao máximo a alimentação. Faço-o instintivamente e tudo me parece lógico.
Isto foi determinante na minha responsabilidade como mãe, pois logo que comecei a cozinhar e me interessei pelo assunto percebi como é fácil produzir comida gostosa, mas o meu desafio foi sempre saudável e gostosa.
Na minha cozinha há produtos que nunca entraram, mas pão, alho, azeite, manjericão, são gostos antigos que nunca faltam. Foi este o motivo que me deteve nos Olive bread swirls, na página 35 da revista Baking.
Contem-me, como escolhem as vossas receitas?
Isto foi determinante na minha responsabilidade como mãe, pois logo que comecei a cozinhar e me interessei pelo assunto percebi como é fácil produzir comida gostosa, mas o meu desafio foi sempre saudável e gostosa.
Na minha cozinha há produtos que nunca entraram, mas pão, alho, azeite, manjericão, são gostos antigos que nunca faltam. Foi este o motivo que me deteve nos Olive bread swirls, na página 35 da revista Baking.
Contem-me, como escolhem as vossas receitas?
Ingredientes
500 g de farinha
300 ml de água morna
1 colher de chá de sal
1 cubo de fermento fresco
6 colheres de sopa de azeite virgem extra
1 mão cheia de manjericão
175 g de azeitonas descaroçadas pretas
1 dente de alho
4 anchovas de lata(opcional)
50 g de azeitonas descaroçadas verdes
Preparação
Preparação
Na taça da batedeira junte o fermento, a água tépida, o sal, uma colher de sopa de azeite e a farinha e amasse durante 10 minutos. Tape e deixe levedar uma hora ou até dobrar o volume.
Entretanto prepare o recheio: triture as folhas de manjericão, o azeite, as azeitonas pretas, o alho e as anchovas(não usei).
Polvilhe com farinha a superfície de trabalho e estenda a massa num rectangulo de 30 por 40 cm. Espalhe o recheio sobre toda a superfície da massa e faça uma linha no perímetro de um dos lados menores com azeitonas verdes dispostas longitudinalmente.
Comece a enrolar nessa linha e corte o rolo em 12 partes iguais.Coloque uma azeitona verde no centro de cada espiral.
Retire um tabuleiro do forno e ligue na temperatura 200ºC.
Ccoloque as espirais no tabuleiro, cubra com um pano limpo e ao fim de 20 minutos leve ao forno, mas antes pincele com leite e polvilhe com sal grosso.Coza durante 20 minutos ou até ficarem douradas. Arrefeça numa grade metálica.

Hummmm que bom aspecto que têm! :)
ResponderEliminarHelena,
ResponderEliminarParabéns pelo conteúdo do post, penso de igual forma.
As espirais de azeitona ficaram lindas.
Beijo
Vânia
Acho a escolha perfeita para conjugar esses três fatores a que te referes! As espeirais estão lindas!
ResponderEliminarGostei muito do teu texto.
A regra que eu sigo na minha alimentação é "provar de tudo e não comer de nada", como dizia a saudosa Beatriz Costa, e fazer longas caminhadas, para que o corpo me perdoe possiveis desequilibrios.
Escolho as minhas receitas para agradar e surpreender aqueles para quem cozinho, tentando inovar e experimentar novas receitas, mas respeitando os gostos e a saúde de cada um.
Bjs
Escolher uma receita é um processo engraçado q quase que podia fazer um fluxograma para o processo de decisão (para veres quanto sou geek). Muitas vezes procuro receitas para gastar ingredientes, como é o caso do proximo bolo que vou fazer para gastar 4 dióspiros. Outras vezes acordo com vontade de comer determinada combinação (penso que sonho muitas vezes com comida) e lá vou à procura de algo que encaixe. Também procuro receitas que sejam simples, práticas e económicas, pois durante a semana infelizmente há pouco tempo para dedicar à cozinha. E tento sempre procurar receitas com combinações que eu nunca tenha experimentado. Mas a primeira decisão é muitas vezes tomada com base na imagem (quer seja fotográfica quer seja virtual pela minha imaginação) de como ficará ao servir. E também procuro receitas que resuscitem sabores da minha infância e adolescência :)
ResponderEliminarOlá Helena,
ResponderEliminarAs espirais estão apetitosas! O meu processo é muito semelhante ao seu... há as receitas que nos perseguem e que um dia nos decidimos a fazer. Nestes casos, consulto várias parecidas e tento chegar a uma fórmula minha, optando por o que vai melhor comigo (e com os meus!). Ou, face ao que está disponível, procuro inventar algo (com maior ou menor criatividade e sucesso também!).
Bjnhos
Helena como sempre inspirada :) Adorei estes espirais com azeitonas estou tentada a experimentar.
ResponderEliminarBeijinho
Que lindas ficaram as tuas espirais!
ResponderEliminarMesmo apetitosas.
Confesso que não sou tão ponderada como tu [nem nada que se pareça!], mas creio que o mais importante é cozinharmos o que nos dá prazer e o que gostamos.
Olá Helena!
ResponderEliminarComo seguidora do seu blogue há já algum tempo, aproveito para lhe dizer algo que ainda não tinha tido oportunidade e que é "parabéns pela coragem (da decisão de mudar de país) e um muito sincero BOA SORTE!!!.
As minhas receitas são, geralmente, resultado de memórias, de receitas que ficam a marinar na disco duro até que surge a oportunidade perfeita de executar. Geralmente ela surge quando tenho convidados, porque o pessoal lá de casa é um público muito sui generis: ou tem chocolate ou não é sequer considerado!
Um abraço.
Para além de lindos imagino que sejam uma tentação de se comer...
ResponderEliminarBjoka
Rita
Eu escolho as minhas receitas sempre pelos ingredientes, e depois a imagem, para mim a imagem vale tudo!
ResponderEliminarAdorei essas espirais.
Beijinhos
Ficou fantastico..parabéns pela imagem que está mesmo apetecivel! um beijo
ResponderEliminarQuerida Helena, será possível fazeres sempre mais e melhor? Como consegues? Eu é que fico numa espiral de desejo quando espreito estas tuas delicias! Um beijinho grande do tamanho do Oceano!
ResponderEliminarAmiga, sabes que alinho na mesma equipa que tu: escolho o que cozinho pela sazonalidade dos ingredientes, pelas receitas que me vão tentado e pela vontade de, cozinhando em casa, optar sempre por fazê-lo da forma mais saudável, saborosa e variada. E dito isto, venha daí uma espiral de azeitonas! :))
ResponderEliminarBjs
Ótima receita!!!
ResponderEliminarAspecto maravilhoso tb!!
Bjos
Quisera eu ser tão chique como tu mas pertenço ao povinho remediado ha ha Escolha as receitas ou porque tenho algo "quase morto" para "gastar" ou por vontade/desejo que me dá de comer algo :)
ResponderEliminarAzeitonas são um veneno que venero!
Gostei destas espirais...ficaram bem apetitosas! :)
ResponderEliminarBeijinhos doces.
Obrigada a todas pelas vossas respostas.Gostei de ler cada uma delas.
ResponderEliminarHelena, na verdade sempre escolho receitas com um valor afetivo. Nem sempre é a mais saúdavel, mas em pequenos detalhes tento melhorá-las um pouco. Isso é quase impossível quando se pensa em comida mineira, que são sempre muito pesadas... mas fico mais tranquila quando fervo a linguiça por exemplo para retirar um pouco da gordura... mas sei que há uma longa caminhada ser feita por mim neste quesito. Beijos, Adriana.
ResponderEliminarOlha perdi-me aqui pelos post's antigos! E fizeste-me sorrir, com isso das misturas de batatas com arroz!! No tempo em que estava em casa da minha Mãe, havia muita coisa, e ainda há, que não se experimenta! Quando nas ferias fiz uns bolinhos com mangericão, imaginas a cara dela, não imaginas?
ResponderEliminarQuanto às receitas, começo a pensar mais no saudavel e equilibrado, mas ao mesmo tempo chamativo para os meninos! Mas as vezes até me surpreendem! Um simples bacalhau grelhado e batatas cozidas fazem os encantos deles! Por aqui a dieta mediterranica está muito presente e só depois de ter começado com o blog descobri alguns sabores! Mais vale tarde do que nunca e por isso estas espirais caíram-me em graças! Adoro anchovas (sabor que descobri à pouco tempo) e se as juntas com as azeitonas, eu rendo-me!! La vai mais uma pro caderno!
Beijinhos,
Mena.
Mena
ResponderEliminarO meu pai era quase fundamentalista no que toca à alimentaçao natural. A comida era muito variada e até hoje não a esqueci. Em nossa casa podia nao haver margarina, caldos knorr e outras coisas, mas "erva" e fruta havia sempre com fartura.